Nascido a 4 de Fevereiro de 1799, João foi o nome que lhe deram os seus pais. Foi mais tarde que adoptou os apelidos Almeida Garret. Viveu no Porto até 1809, data em que as tropas francesas ameaçavam invadir a cidade. Foi então que a família decidiu mudar-se para Lisboa e mais tarde para os Açores, aqui foi educado pelo seu tio, o Bispo D. Frei Alexandre.
Em 1816 matriculou-se na Faculdade de Direito em Coimbra e em 1821 vai para Lisboa para ser escritor e funcionário público. Mudanças no regime irão obrigar Almeida Garret a exilar-se em Inglaterra e daí irá para França onde em 1825 publica o poema “Camões” e em 1826 o poema “D. Branca”.
Dadas as suas convicções, retoma a sua actividade política em 1832. Mais tarde desembarca em Mindelo como Soldado Garret. A vitória dos Liberais irão dar-lhe um novo e melhor futuro.
É aqui que Sá da Bandeira e Passos Manuel reconhecem os seu valor e lhe confiam vários projectos.
Em 1837 é nomeado Inspector Geral de Teatros e Espectáculos Nacionais e é também elegido Deputado em S. Bento. Só a cidade do Porto é que não o elegeu como deputado, isto devido a um poema do escritor “As Férias” no qual se referia à cidade invicta como “essa grande aldeia”.
Almeida Garret abandona a vida pública aos 53 anos para se dedicar à literatura, ao teatro e à sua filha Adelaide.
Morreu a 9 de Dezembro de 1854, em Lisboa.
A casa onde nasceu o escritor João Almeida Garret é um edifício do séc.XVIII. No primeiro andar foi colocado pela Câmara Minicipal do Porto, em 1864 um medalhão oval em gesso, decorado com folhas de louro, com uma inscrição em homenagem á memória do escritor.
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