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Porto, Sé Catedral
É a mais antiga dos país, depois da de Braga. Edificio románico do século XII, que ao longo do tempo, com as varias obras se veio a desfigurar. No inicio a Sé era uma velha ermida, á volta da qual se desenvolveu um pequeno burgo cercado por uma frágil muralha. Ainda no século XII, enquanto a povoação se vai expandindo, inicia-se a construção do edifício, de estilo românico, que virá a ser a actual catedral. Nos séculos XVII e XVIII a catedral foi submetida a diversas alterações. Um dos exemplos foi a substitução do pórtico do edificio, pondo em causa o equilibrio da fachada. Desta fachada original só ficaram as torres e a rosácea por cima da entrada da catedral.
 
Na época gótica construiu-se a capela funerária de João Gordo (cerca de 1333), cavaleiro da Ordem dos Hospitalários e colaborador de D. Dinis, sepultado num túmulo com jacente. Também da época gótica data o claustro (séc XIV-XV), construído no reinado de D. João I, rei este que se casou com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387. Este claustro é composto por cinco arcadas em cada lanço e as paredes das galerias estão revestidas com azulejos de grande valor.
No século XVIII foi também contruída a galilé por Nicolau Nasoni, arquitecto que dominou o estilo barroco. A galilé, situada no lado norte da Sé, conserva os seus bonitos azulejos setecentistas e proporciona uma magnífica vista sobre a cidade. Esta galilé é composta por três naves (a central é mais alta que as outras duas), pelas arcadas romano-góticas e por uma abobada de berço. Também esta sofreu várias alterações. Uma das melhoras foi a construção da capela-mor. A capela-mor apresenta uma abobada cilíndrica de granito e mármore. As pinturas murais da capela-mor são de Nasoni.
Existe também um arco de triunfo integrado, suportado por pilastras de capiteis douradas.
Iniciada a sua construção em 1632, o altar com um tabernáculo e receptáculo em prata lavrada, demorou cerca de um século a ser acabado e conseguiu escapar aos roubos dos soldados de Napoleão que roubaram várias peças de grande valor da Sé portuense.
Por cima da pía baptismal do estilo renascentista em mármore, datada do séc. XVIII, encontramos um relevo de bronze, da autoria de Teixeira Lopes (pai) que representa o baptismo de Jesus Cristo por São João Baptista.
O tesouro da Sé é composto pela custodia de D. Diego de Sousa, em prata dourada e de estilo gótico-manuelino, uma outra custodia em prata dourada, um relicário também em prata dourada ornado com rubis e safiras e uma imagem de Nossa Senhora de Assunção em prata do século XVI.
 
 
O transepto sul leva-nos aos claustros do século XIV e à Capela de São Vicente. Uma escadaria do século XVIII de Nasoni conduz-nos aos pisos superiores, onde os painéis de azulejos nos mostram a vida da Virgem e as Metamorfoses de Ovídio.
A Sé tem três órgãos muito bonitos, um no coro-alto, que marca em Portugal o início do desenvolvimento organístico. O seu constructor foi Jann, o mesmo construtor do órgão da Igreja da Lapa.
 
 
 © 2009 Ana Bartosch
 
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