Esta igreja é do século XVI, sendo restaurada 200 anos depois e a sua fachada é um dos exemplares mais característicos do barroco de Nasoni.
A igreja foi benzida ainda incompleta pois a construção da capela-mor data de 1584, recebendo o Santíssimo em 1590. Em 1748 a igreja foi reedificada , sendo reforçadas as paredes, construídas abóbadas novas e uma nova fachada, desenhada por Nicolau Nasoni em estilo «barroco luxurioso do sul de Itália, já dominado pelas formas do rococó». Da antiga igreja ficou apenas a capela-mor. "A fachada assenta sobre três arcadas que abrem o andar inferior, apoiadas em altos pedestais. O arco central, porta de entrada para o vestíbulo, é rematado por uma cartela com uma legenda bíblica e a data de 1750, sendo esta zona central fechada com um frontão circular partido e os laterais são rematados por conchas. O segundo piso, assente no entablamento divisório, termina também num frontão circular. Remata a fachada um grande frontão, com o emblema da Misericórdia e a coroa real. " O interior da igreja é de uma só nave com abóbada de tijolo recoberto de estuques e as paredes estão revestidas de azulejos azuis e brancos, que substituíram os primeiros, em 1866. A capela-mor é coberta por uma abóbada barroco-jesuítica decorada, em granito, e as paredes, também em granito trabalhado, dividem-se em dois frisos: o superior decorado com colunas coríntias e janelas com grades de ferro dourado (do século XIX); no inferior, com colunas jónicas, abrem-se vários nichos com imagens dos evangelistas do século XVI, em madeira, mas pintadas em 1888, a imitar mármore. A decoração interior tem alguns aspectos valiosos, como a sanefa de talha neoclássica do arco cruzeiro, onde vemos as armas reais e a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia. Podemos apreciar ainda as capelas e os altares laterais, com painéis e imagens valiosos, o coro, assente num belo arco abatido e recortado e o guarda-vento com vistosa talha rococó. No claustro, onde se encontram retratos de vários pintores portugueses, há uma lápide comemorativa do antigo hospital de D. Lopo, uma obra de assistência que a Misericórdia sempre assumiu como um dos seus compromissos e a levou a construir, em 1769, o Hospital de Santo António, para substituir os maus hospitais que então possuía e administrava.
HORÁRIO
Terça a domingo
08.00-12.00/ 14.30-17.30
Encerra: segundas