A sua construção começou em 1671, mas só a 6 de Setembro de 1676, data em que se terminou é que foi benzida.
Mas, anos mais tarde um incêndio destruiu grande parte dela, perdendo todos os benefícios sumptuários como as talhas, imagens...
E foi o Frei António de Sousa quem a reergueu, completando a fachada, refazendo a capela-mor e acrescentando o óculo que ainda hoje ostenta. Também vieram de Lisboa quatro imagens novas: a de Santo António, Santo Agostinho, Santo Hilário e do padroeiro S. Nicolau.
Após algumas obras de arranjos e melhoramentos a cidade entrou na era em que as ordens religiosas foram extintas e esta igreja chegou a estar em perigo de demolição, pois quando abriram a Rua de Ferreira Borges queriam que a dita rua chegasse ao rio.
Na sua estrutura inicial a igreja conserva quase todos os traços desde 1783, ostentando sobre o portal as armas do bispo que a reergueu. O portal desta igreja é formado por colunas e pilastras correntias assentes em pedestais que sustentam o entablamento e respectivo frontão partido que mostra as armas episcopais.
A frontaria foi revestida a azulejo em 1861. A igreja é composta por uma só nave coberta por uma abobada de tijolo. Os retábulos dos altares laterais, em estilo neoclássico, são de 1816, os mais antigos são de talha rococó.
O arco triunfal pousa em pilastras dóricas e acaba num frontão partido.
De um lado e de outro encontram-se assentes em colunas salomónicas, as imagens de Santo Hilário e de S. Nicolau.
Nesta igreja salientam-se varias peças de prata dourada, entre elas um cálice do século XVI, um valioso missal de 1736, e especialmente dois baldaquinos portáteis que provavelmente serão os únicos do género em Portugal.